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 Ações fortalecem comunidade afrodescendente em Rio Preto
Geral São José do Rio Preto

Ações fortalecem comunidade afrodescendente em Rio Preto

by entrecidades 27 de dezembro de 2023

População autodeclarada preta ou parda registra salto de 67,8% em 12 anos

A população autodeclarada negra (preta ou parda) representa 31,55% da população de São José do Rio Preto. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e integram o Censo 2022. Há 12 anos, os pretos e pardos eram 22,13% dos habitantes do município. O total de pessoas que se declaravam pretas ou pardas em 2010 foi de 90.334; em 2022, de 151.581, um salto de 67,8%.

O aumento representa um avanço na conscientização das pessoas sobre raça e etnia, o que não elimina os desafios, principalmente no quesito racismo estrutural. A luta antirracista é de toda a sociedade e deve ter adesão do poder público, instituições, sociedade civil e setor privado. A Prefeitura, por meio da Secretaria da Mulher, Pessoa com Deficiência e Igualdade Racial, mantém serviços voltados à população negra e indígena, como o SOS Racismo, Balcão da Equidade, grupos reflexivos, oficinas informativas, acolhimento de imigrantes, etc.

“As políticas públicas fortalecem a comunidade afrodescendente em São José do Rio Preto. É uma reparação histórica em busca de uma sociedade com equidade, para começar a ressarcir séculos de injustiças e desigualdade”, afirma a secretária Maria Cristina de Godoi Augusto. “(esse aumento da população autodeclarada negra) quer dizer que estão buscando entender mais sobre suas origens e ancestralidade e isso aumenta a força para o combate ao racismo e à discriminação”, complementa a responsável pelo Departamento de Promoção da Igualdade Racial (Depir), Márcia Grassiano. 

A presidente do Conselho Municipal Afro (CMA), a advogada Claudionora Elis Tobias, afirma que os números são resultado de uma série de fatores, entre os quais as políticas afirmativas. “Isso é resultado de um movimento da nossa sociedade, que passou a valorizar sua origem histórica. As pessoas negras passam a se enxergar como supervisores, líderes, doutores, engenheiros. Muitas vezes, as pessoas negras não tinham acesso nem ao ensino fundamental.”

Serviços

O Depir mantém serviços como o SOS Racismo, canal para denúncia de racismo e injúria racial que oferece apoio psicossocial e jurídico às vítimas, e promove ações como o lançamento do Guia de Orientação para Denúncias de Racismo e Intolerância Religiosa. Os grupos reflexivos e oficinas informativas sobre questões étnicas e de igualdade racial acontecem o ano todo, assim como o auxílio à população negra, indígena e de comunidades tradicionais na busca de capacitação profissional e de colocação ou recolocação no mercado de trabalho.

“Lembrando que o racismo e a injúria racial são crimes imprescritíveis. Então, se aconteceu há algum tempo e a pessoa só teve acesso agora ao SOS Racismo, pode entrar em contato que será atendida por uma equipe capacitada para esse tipo de demanda”, orienta Márcia. O serviço funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, por meio do telefone (17) 3234-3283, que também é WhatsApp. Caso haja necessidade, profissional acompanha a vítima na unidade policial, para registro de boletim de ocorrência, ou na defensoria pública.

O SOS Racismo fez, de janeiro a outubro deste ano, 184 atendimentos. Já os grupos reflexivos registraram, de janeiro a novembro, 779 participações, e as oficinas informativas impactaram 103 pessoas, nos 11 primeiros meses deste ano.

“Um dos maiores desafios do Depir tem sido levar ao conhecimento das pessoas o que é racismo, o que é discriminação e preconceito, pois o racismo estrutural está aí”, afirma Márcia. Um dos pilares do CMA é investir em letramento racial no município. “Esses números do IBGE nos indicam também que a luta antirracista deixa de ter um lado político e passa a ser de toda a população. Portanto, o letramento racial é uma das pautas mais importantes do nosso biênio, pois é ferramenta por meio da qual pessoas negras e brancas passam a entender a estrutura em que vivemos e passam a trabalhar juntas, na reconstrução de uma estrutura paritária”, afirma Claudionora.

REDAÇÃO ENTRECIDADES

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