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 Conselho Municipal Afro participa de laboratório de direitos humanos
Geral São José do Rio Preto

Conselho Municipal Afro participa de laboratório de direitos humanos

by entrecidades 14 de março de 2024

Evento foi sediado no Sesc São Carlos e contou com a presença de representantes de diversas organizações

Levantar iniciativas já existentes, costurar projetos entre organizações no mesmo território e iniciar movimento em busca de formar uma rede interterritorial. Essa foi a proposta do Laboratório de Direitos Humanos, conduzido pelos profissionais Antonio Eleilson Leite, da ONG Ação Educativa, e Ângela Schwengber, que atua na área de gestão social. Ambos são da Entrelaços Assessoria, Estudo e Pesquisa em Desenvolvimento, Trabalho e Sociedade.

O laboratório integra programação do projeto “Direitos Humanos para todas as pessoas: da palavra do movimento”, que o Sesc São Paulo promove em diversas unidades durante o mês de março, com debate, música, teatro, dança, cursos e oficinas, entre outras atividades.

A oficina aconteceu no Sesc São Carlos e participaram comitivas das cidades de São José do Rio Preto, Catanduva e Araraquara, além dos representantes de organizações daquela cidade. O Conselho Municipal Afro (CMA) integrou grupo de Rio Preto e viajou a convite do Sesc Rio Preto, assim como representantes do Centro de Referência e Atendimento à Mulher (CRAM), que pertence à Secretaria da Mulher, PcD e Igualdade Racial, Associação Renascer, Rede Refúgio e Comunidade Só por Hoje.

A vice-presidente do CMA de Rio Preto, Elis Bohrer, representou o colegiado no evento e falou sobre a importância da participação do conselho. “Por causa da nossa história, acredito que seja impossível abordarmos os direitos humanos no Brasil sem a participação da população negra. Nós tivemos, a partir desse encontro, a ideia de um grupo de estudos e atuação em diversas frentes, no intuito de se garantir que os estatutos e as leis, no que se referem aos direitos humanos, sejam cumpridos aqui na cidade, sobretudo para os grupos mais vulneráveis, como crianças, jovens, mulheres, negros, idosos, pessoas em situação de rua, LGBQIAP+, pessoas com deficiência.”

Palavra

Após a leitura da Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948) e explanação sobre legislações e pactos nacionais e internacionais, Eleilson e Ângela trouxeram aos participantes um panorama brasileiro. Segundo o Fundo Brasil, as três violações de direitos mais comuns no Brasil são: falta de cumprimento dos direitos para pessoas em situação de rua, trabalho análogo à escravidão e tortura. “A exigência do cumprimento dos direitos é uma construção que parte do indivíduo para o sujeito de direito, no coletivo, no social, e sempre com luta”, disse Eleilson.

Ainda na primeira etapa da oficina, Eleilson elencou três tipos de movimento que podem ser feitos: ações de conscientização (atividades culturais, de formação, mapeamento, etc.); ações de mobilização (engajamento de pessoas, formação de redes, etc.); ações de incidência (junto aos governos).

O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) divulgou, no início deste ano, que o Disque 100 (Disque Direitos Humanos) registrou números recordes em 2023: quase 430 mil denúncias e 2,8 milhões de violações foram registradas no período. Segundo informações da Agência Brasil, no comparativo com anos anteriores, os números mostram que houve aumento de 45,39% no recebimento de denúncias e de 79,4% nas violações registradas em relação a 2022.

Movimento

Na segunda parte do Laboratório de Direitos Humanos, os formadores pediram para que os participantes se dividissem de acordo com a cidade. O objetivo era promover um levantamento do que os municípios já possuíam, em relação a iniciativas em prol dos direitos humanos, e uma discussão do que poderia ser implementado em âmbito local, para, futuramente, pensar em uma proposta regional/interterritorial.

Na sequência, as cidades fizeram breve apresentação dos diálogos. O grupo de Rio Preto comprometeu-se em organizar novos encontros para caminhar rumo a um Fórum Municipal de Direitos Humanos.

Bianca Zaniratto/SMCS – REDAÇÃO ENTRECIDADES

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